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Exercícios sobre Graciliano Ramos

Estes exercícios sobre Graciliano Ramos abordam os aspectos da obra do maior prosador do regionalismo de 1930.

  • Questão 1

    Graciliano Ramos faz parte da seguinte fase do modernismo brasileiro:

    a) Segunda fase do modernismo, destancando-se entre os poetas da geração de 1930.

    b) Geração de 1945, da qual também fizeram parte nomes como Clarice Lispector.

    c) Segunda fase do modernismo, em que se destaca a ficção regionalista.

    d) Primeira fase, também conhecida como fase heroica, da qual também fizeram parte Mário e Oswald de Andrade.

    e) Pós-modernismo, momento literário em que também se destacaram nomes como Ferreira Gullar e Augusto de Campos.

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  • Questão 2

     Os seguintes livros estão entre as principais obras de Graciliano Ramos:

    a) São Bernardo, Angústia e Vidas secas.

    b) Grande Sertão: Veredas, Sagarana e Primeiras estórias.

    c) O Quinze, Caminho de pedras e As três Marias.

    d) O tempo e o vento, O resto é silêncio e Incidente em Antares.

    e) Fogo morto, Riacho doce e Menino de engenho.

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  • Questão 3

    (Enem 2007)

    Texto I

    "Agora Fabiano conseguia arranjar as idéias. O que o segurava era a família. Vivia preso como um novilho amarrado ao mourão, suportando ferro quente. Se não fosse isso, um soldado amarelo não lhe pisava o pé não. (...) Tinha aqueles cambões pendurados ao pescoço. Deveria continuar a arrastá-los? Sinha Vitória dormia mal na cama de varas. Os meninos eram uns brutos, como o pai. Quando crescessem, guardariam as reses de um patrão invisível, seriam pisados, maltratados, machucados por um soldado amarelo." (Graciliano Ramos. Vidas Secas. São Paulo: Martins, 23.ª ed., 1969, p. 75.)

    Texto II

    Para Graciliano, o roceiro pobre é um outro, enigmático, impermeável. Não há solução fácil para uma tentativa de incorporação dessa figura no campo da ficção. É lidando com o impasse, ao invés de fáceis soluções, que Graciliano vai criar Vidas Secas, elaborando uma linguagem, uma estrutura romanesca, uma constituição de narrador em que narrador e criaturas se tocam, mas não se identificam. Em grande medida, o debate acontece porque, para a intelectualidade brasileira naquele momento, o pobre, a despeito de aparecer idealizado em certos aspectos, ainda é visto como um ser humano de segunda categoria, simples demais, incapaz de ter pensamentos demasiadamente complexos. O que Vidas Secas faz é, com pretenso não envolvimento da voz que controla a narrativa, dar conta de uma riqueza humana de que essas pessoas seriam plenamente capazes. (Luís Bueno. Guimarães, Clarice e antes. In: Teresa. São Paulo: USP, n.° 2, 2001, p. 254.)

    No texto II, verifica-se que o autor utiliza

    a) linguagem predominantemente formal para problematizar, na composição de Vidas Secas, a relação entre o escritor e o personagem popular.

    b) linguagem inovadora, visto que, sem abandonar a linguagem formal, dirige-se diretamente ao leitor.

    c) linguagem coloquial para narrar coerentemente uma história que apresenta o roceiro pobre de forma pitoresca.

    d) linguagem formal com recursos retóricos próprios do texto literário em prosa para analisar determinado momento da literatura brasileira.

    e) linguagem regionalista para transmitir informações sobre literatura, valendo-se de coloquialismo para facilitar o entendimento do texto.

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  • Questão 4

    (Enem 2007)

    Texto I

    "Agora Fabiano conseguia arranjar as idéias. O que o segurava era a família. Vivia preso como um novilho amarrado ao mourão, suportando ferro quente. Se não fosse isso, um soldado amarelo não lhe pisava o pé não. (...) Tinha aqueles cambões pendurados ao pescoço. Deveria continuar a arrastá-los? Sinha Vitória dormia mal na cama de varas. Os meninos eram uns brutos, como o pai. Quando crescessem, guardariam as reses de um patrão invisível, seriam pisados, maltratados, machucados por um soldado amarelo." (Graciliano Ramos. Vidas Secas. São Paulo: Martins, 23.ª ed., 1969, p. 75.)

    Texto II

    Para Graciliano, o roceiro pobre é um outro, enigmático, impermeável. Não há solução fácil para uma tentativa de incorporação dessa figura no campo da ficção. É lidando com o impasse, ao invés de fáceis soluções, que Graciliano vai criar Vidas Secas, elaborando uma linguagem, uma estrutura romanesca, uma constituição de narrador em que narrador e criaturas se tocam, mas não se identificam. Em grande medida, o debate acontece porque, para a intelectualidade brasileira naquele momento, o pobre, a despeito de aparecer idealizado em certos aspectos, ainda é visto como um ser humano de segunda categoria, simples demais, incapaz de ter pensamentos demasiadamente complexos. O que Vidas Secas faz é, com pretenso não envolvimento da voz que controla a narrativa, dar conta de uma riqueza humana de que essas pessoas seriam plenamente capazes. (Luís Bueno. Guimarães, Clarice e antes. In: Teresa. São Paulo: USP, n.° 2, 2001, p. 254.)

    No texto II, verifica-se que o autor utiliza


    a) linguagem predominantemente formal para problematizar, na composição de Vidas Secas, a relação entre o escritor e o personagem popular.

    b) linguagem inovadora, visto que, sem abandonar a linguagem formal, dirige-se diretamente ao leitor.

    c) linguagem coloquial para narrar coerentemente uma história que apresenta o roceiro pobre de forma pitoresca.

    d) linguagem formal com recursos retóricos próprios do texto literário em prosa para analisar determinado momento da literatura brasileira.

    e) linguagem regionalista para transmitir informações sobre literatura, valendo-se de coloquialismo para facilitar o entendimento do texto.

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  • Questão 5

    Sobre Graciliano Ramos estão corretas as proposições, exceto:

    a) Mais conhecido por seus romances, Graciliano Ramos não foi apenas romancista: escreveu contos (Histórias incompletas, Insônia, Alexandre e outros heróis), crônicas (Linhas tortas, Viventes das Alagoas) e impressões de viagens (Viagem).

    b) Iniciou sua carreira de escritor com obras de cunho regionalista e de denúncia social; passou por diferentes fases até chegar à fase em que se voltou para a crônica de costumes.

    c) O autor de Vidas secas sobressai-se sobre os demais de sua época pelas suas qualidades universalistas e, sobretudo, pela linguagem enxuta, rigorosa e conscientemente trabalhada.

    d) Graciliano Ramos alcançou raro equilíbrio ao reunir análise sociológica e psicológica, mostrando-se como o legítimo continuador de Machado de Assis na trajetória do romance brasileiro.

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Respostas

  • Resposta Questão 1

    Alternativa “c”. Graciliano Ramos foi o principal representante do romance regionalista da década de 1930. Suas obras colocaram-se a serviço da análise crítica de nossa realidade em um momento em que o país e o mundo viviam profundas crises.

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  • Resposta Questão 2

    Alternativa “a”. b) Guimarães Rosa. c) Rachel de Queiroz. d) Érico Veríssimo. e) José Lins do Rego. 

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  • Resposta Questão 3

     Alternativa “a”.

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  • Resposta Questão 4

    Alternativa “a”.

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  • Resposta Questão 5

    Alternativa “b”. As características descritas na alternativa “b” fazem referência à obra de Jorge Amado, autor que, na Bahia, foi quem melhor soube captar as contradições, os problemas e a riqueza cultural de seu Estado.

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