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Exercícios sobre denotação

Com estes exercícios a respeito da denotação, você pode avaliar seus conhecimentos sobre as variações de sentidos das palavras e enunciados da língua portuguesa.

  • Questão 1

    (ENEM – 2005. Modificada) O termo (ou expressão) destacado que está empregado em seu sentido próprio, denotativo, ocorre em

    a)

    “(....)
    É de laço e de nó
    De gibeira o jiló
    Dessa vida, cumprida a sol (....)”.
    (Renato Teixeira. Romaria. Kuarup Discos,1992.)

    b)

    “Protegendo os inocentes
    é que Deus, sábio demais,
    põe cenários diferentes
    nas impressões digitais”.
    (Maria N. S. Carvalho. Evangelho da Trova. /s.n.b.)

    c)

    “O dicionário-padrão da língua e os dicionários unilíngues são os tipos mais comuns de dicionários. Em nossos dias, eles se tornaram um objeto de consumo obrigatório para as nações civilizadas e desenvolvidas.”

    d)

    e)

    “Humorismo é a arte de fazer cócegas no raciocínio dos outros. Há duas espécies de humorismo: o trágico e o cômico. O trágico é o que não consegue fazer rir; o cômico é o que é verdadeiramente trágico para se fazer”. (Leon Eliachar)

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  • Questão 2

    Assinale a alternativa em que todas as palavras ou expressões estejam sendo utilizadas de maneira denotativa.

    a) O médico diagnosticou a doença crônica do paciente.

    b) Aquele lutador é um banana!

    c) A noite silenciosa aumentava minha ansiedade.

    d) Senti-me uma baleia dentro desse vestido.

    e) João é um exímio arroz de festa, não perde nenhum aniversário de família.

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  • Questão 3

    A linguagem denotativa é caracterizada pelo uso de palavras ou expressões em seu sentido habitual, comum, dicionarizado. Pensando nisso, marque a alternativa que apresenta essencialmente o sentido denotativo.

    a) Minha professora de inglês é um anjo.

    b) Joana jantou três vezes e depois passou muito mal do estômago.

    c) Cláudia vai dar um tiro no pé com essa decisão.

    d) Matilde ficou uma fera com Suzana.

    e) Desde o mês passado, Marcos tornou-se um rato de praia.

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  • Questão 4

    (IBFC – 2016. Modificada) Leia o texto abaixo para responder à pergunta:

    Aquilo por que vivi

    Três paixões, simples, mas irresistivelmente fortes, governaram-me a vida: o anseio de amor, a busca do conhecimento e a dolorosa piedade pelo sofrimento da humanidade. Tais paixões, como grandes vendavais, impeliram-me para aqui e acolá, em curso instável, por sobre profundo oceano de angústia, chegando às raias do desespero.

    Busquei, primeiro, o amor, porque ele produz êxtase - um êxtase tão grande que, não raro, eu sacrificava todo o resto da minha vida por umas poucas horas dessa alegria. Ambicionava-o, ainda, porque o amor nos liberta da solidão - essa solidão terrível através da qual a nossa trêmula percepção observa, além dos limites do mundo, esse abismo frio e exânime. Busquei-o, finalmente, porque vi na união do amor, numa miniatura mística, algo que prefigurava a visão que os santos e os poetas imaginavam. Eis o que busquei e, embora isso possa parecer demasiado bom para vida humana, foi isso que - afinal - encontrei.

    Com paixão igual, busquei o conhecimento. Eu queria compreender o coração dos homens. Gostaria de saber por que cintilam as estrelas. E procurei apreender a força pitagórica pela qual o número permanece acima do fluxo dos acontecimentos. Um pouco disto, mas não muito, eu o consegui.

    Amor e conhecimento, até o ponto em que são possíveis, conduzem para o alto, rumo ao céu. Mas a piedade sempre me trazia de volta à terra. Ecos de gritos de dor ecoavam em meu coração. Crianças famintas, vítimas torturadas por opressores, velhos desvalidos a constituir um fardo para seus filhos, e todo o mundo de solidão, pobreza e sofrimentos, convertem numa irrisão o que deveria de ser a vida humana. Anseio por aliviar o mal, mas não posso, e também sofro.

    Eis o que tem sido a minha vida. Tenho-a considerado digna de ser vivida e, de bom grado, tornaria a vivê-la, se me fosse dada tal oportunidade.

    (Bertrand Russel. Autobiografia. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1967.)

    O texto é marcado por subjetividade e as figuras de estilo reforçam esse teor subjetivo. Assinale a passagem transcrita abaixo que NÃO revela um exemplo de linguagem figurada.

    a) “Três paixões, simples, mas irresistivelmente fortes, governaram-me a vida:” (1°§)

    b) “Tais paixões, como grandes vendavais, impeliram-me para aqui e acolá” (1°§)

    c) “além dos limites do mundo, esse abismo frio e exânime.” (2°§)

    d) “Gostaria de saber por que cintilam as estrelas.” (3°§)

    e) Todas as alternativas estão incorretas.

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Respostas

  • Resposta Questão 1

    Letra C: Na alternativa C, a linguagem denotativa é empregada para informar a respeito do que é um dicionário-padrão.

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  • Resposta Questão 2

    Letra A: Na alternativa A, todas as palavras estão sendo empregadas em seu sentido literal, dicionarizado: o médico/diagnóstico/doença/paciente. As demais alternativas são construídas a partir da conotação, do sentido figurado: lutador/banana; noite/silenciosa; senti-me/baleia; joão/arros de festa.

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  • Resposta Questão 3

    Letra B: Todas as palavras inseridas no período são empregadas em seu sentido literal, dicionarizado, ou seja, denotativo.

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  • Resposta Questão 4

    Letra D: Na alternativa D, não podemos dizer que há emprego de sentido figurado, já que as estrelas, de fato, cintilam, ou seja, brilham.

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