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Exercícios sobre o poema “Sobre a Natureza” de Parmênides

Esta lista de exercícios sobre o Poema “Sobre a Natureza” de Parmênides permite a fixação das características desse importante texto pré-socrático.

  • Questão 1

    Indique as alternativas que estão corretas (C) e incorretas (I):

    a) Parmênides escreveu em forma de poema, o que era incomum em sua época.

    b) Parmênides pode ser considerado o pai da ontologia ocidental.

    c) Parmênides é considerado o fundador da escola eleática.

    d) Parmênides, assim como os demais pré-socráticos, escreveu uma nova cosmologia.

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  • Questão 2

    O poema “Sobre a Natureza” de Parmênides é dividido em:

    a) Três partes: um Proêmio, Primeira Parte e Segunda parte.

    b) Três partes: Introdução, Desenvolvimento e Conclusão.

    c) Duas partes: Primeira Via e Segunda Via.

    d) Quatro Partes: Introdução, Primeira Via, Segunda Via e Monismo.

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  • Questão 3

    Identifique entre as características apresentadas a seguir aquelas que NÃO correspondem ao poema “Sobre a Natureza” de Parmênides.

    a) É escrito no estilo da tragédia grega, inclusive há a presença do Coro.

    b) Foram conservados dele mais de cem versos.

    c) O tema principal do proêmio é o encontro com uma deusa.

    d) A deusa ensina como os homens podem livrar-se do pecado.

    e) Não é possível perceber as ideias filosóficas de Parmênides.

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  • Questão 4

    Leia o trecho do poema de Parmênides e marque a alternativa correta:

    E a deusa acolheu-me de bom grado, mão na mão

    direita tomando, e com estas palavras se me dirigiu:

    Ó jovem, acompanhante de aurigas imortais,

    tu, que chegas até nós transportado pelos corcéis,

    Salve! Não foi um mau destino que te induziu a viajar

    por este caminho – tão fora do trilho dos homens –,

    mas o Direito e a Justiça. Terás, pois, de tudo aprender:

    o coração inabalável da verdade fidedigna

    e as crenças dos mortais, em que não há confiança genuína.

    a) A deusa estabelece duas vias de conhecimento: a via da Verdade e a via das crenças.

    b) A deusa estabelece duas vias de conhecimento: a via do Direito e a via da Justiça.

    c) O que levou o jovem ao encontro com a deusa foi suas decisões erradas ao longo da vida.

    d) A deusa diz que o jovem precisa ter confiança naquilo que ensinam os mortais.

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  • Questão 5

    A doutrina de Parmênides estabelece a existência de uma realidade única. Essa sua posição pode ser chamada de “monismo” e é contrária ao mobilismo. O primeiro argumento que ele apresenta contra o mobilismo é o de que o movimento é apenas aparente. O que isso significa?

    a) Que todas as coisas se movem e, por isso, um homem não pode entrar duas vezes no mesmo rio, mesmo que o rio pareça não se mover.

    b) Que se as coisas mudam de forma, como as rochas que, ao passar dos anos, tornam-se grãos de areia, esse movimento se dá em um aspecto superficial.

    c) Que as coisas se movem parcialmente: uma parte delas continua fixa, enquanto outra parte se move.

    d) Que apenas o ser humano se move e, por isso, acredita que as coisas se movem quando, na realidade, permaneceram fixas.

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Respostas

  • Resposta Questão 1

    Alternativa A: incorreta;

    Alternativa B: correta;

    Alternativa C: correta;

    Alternativa D: incorreta.

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  • Resposta Questão 2

    A letra A está correta.

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  • Resposta Questão 3

    As alternativas A e D não correspondem ao poema de Parmênides. O estilo do poema é mais próximo da poesia épica e o encontro com a deusa não tem sentido místico, ou seja, a deusa não está interessada em salvar a alma ou incentivar a purificação dos pecados.

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  • Resposta Questão 4

    A alternativa A está correta. Como podemos ver, a deusa recebe a pessoa que narra a poesia e, a seguir, diz o propósito de ele estar ali: para entender a diferença entre duas vias de conhecimento — “o coração inabalável da verdade fidedigna” e “a crença dos mortais, em que não há confiança genuína”.

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  • Resposta Questão 5

    Alternativa B está correta. Para Parmênides, não estamos equivocados quando observamos a mudança das coisas. No entanto, essa mudança é apenas superficial, não altera aquilo que a coisa é.

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